Jacqueline de Ribes look Dior, em 1959 (Foto: Roloff Beny e David Lees/Getty Images)
Jacqueline de Ribes, a “condessa” e “última rainha de Paris”, faleceu na Suíça noite passada (30/12) aos 96 anos. Ícone de moda, luxo e lifestyle – e digna dessas palavras já usadas e abusadas – deixa legado e memórias que atravessaram os altos da alta costura para entrar nos autos da história. Yves Saint Laurent, Valentino Garavani, Jean Paul Gaultier… todos já coroaram a figura como lenda, mas é verdade é que, para Jacqueline, sempre foi assim.
Filha de um casal de aristocratas parisienses, veio ao mundo em 1929 para colecionar nobrezas. Aos 18 anos, se casou com o visconde Édouard de Ribes e, aos 22, tirou o fôlego da high society ao aparecer com a fantasia mais brilhante em um tradicional baile de máscaras em Veneza. Quatro anos mais tarde, já estava na Lista das Mais Bem-Vestidas do mundo e, até sua morte, seu guarda-roupa tinha jeito de galeria de arte.
1 / 2Jacqueline de Ribes em look Yves Saint Laurent, 1962 (Foto Richard Avedon/Courtesia do Metropolitan Museum of Art/The Richard Avedon Foundation)
2 / 2Jacqueline de Ribes em 1955 (Foto Richard Avedon/Courtesia do Metropolitan Museum of Art/The Richard Avedon Foundation)
Ousada, nunca se contentou apenas em comprar: em 1982, decidiu abrir sua própria com foco no mercado norte-americano – um sucesso que terminou em 1995 por problemas de saúde. No século 21, ainda mais conquistas: Jaqueline recebeu a Legião de Honra da França em 2010 por sua filantropia e contribuições culturais e, em 2015, foi tema de uma exposição no Met de Nova York.
Reservada, passou os últimos anos de vida como uma “ave rara” da sociedade. Nas mansões recheadas de obras de arte, recebia apenas os amigos, quase sempre com a mesma pose glamorosa (geralmente de lado, para realçar seu perfil único) que encantou fotógrafos como Avedon, Bailey, Beaton, Doisneau, Horst, Penn e Teller. Não foi, aliás, Truman Capote quem a elegeu, também, como um de seus primeiros “cisnes”?
Jacqueline de Ribes em 1961 (Foto atribuída a Raymundo de Larrain)


