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Nesta segunda-feira (04.05), aconteceu um dos eventos mais aguardados do mundo da moda e do entretenimento: o Met Gala. Apesar de esta edição ter gerado muitas polêmicas em torno dos convidados, o tema abriu margem para muita criatividade e interpretações vindas do universo das artes, como esculturas e pinturas de diferentes períodos da história. Com isso, a BAZAAR fez uma curadoria dos melhores looks e suas referências.
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Outra produção, praticamente literal, foi a de Claire Foy, em um vestido de Erdem inspirado na obra “Madame X,” de John Singer Sargent. A pintura retrata, em corpo inteiro, Virginie Amélie Avegno Gautreau — americana da Luisiana, mas radicada na França e esposa do banqueiro parisiense Pierre Gautreau. Figura recorrente da alta sociedade francesa.
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Começando com um dos looks mais icônicos da noite: o de Kendall Jenner, feito a partir de camisetas e inspirado na obra “Vitória de Samotrácia”. O vestido foi criado por Zac Posen para a GapStudio e faz referência a uma das esculturas mais famosas do Louvre, que adorna o topo da monumental escadaria Daru. O cenário, a escadaria do museu, foi cuidadosamente escolhido para exibir essa obra-prima da arte helenística grega, onde a escultura antiga encontra a arquitetura do museu em um de seus espaços mais emblemáticos.
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Por sua vez, Venus Williams parte da obra “Venus Williams, Double Portrait”, de Robert Pruitt, para construir uma narrativa própria em um look inteiramente trabalhado em cristal. O colar, inspirado em um medalhão de Wimbledon, incorpora elementos pessoais — como retratos de seus pais e referências às suas origens em Compton.
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Uma das it girls favoritas do momento, Hailey Bieber, apostou em um look impactante da Saint Laurent, evocando a colaboração histórica entre Yves Saint Laurent e a artista Claude Lalanne. A partir do fim dos anos 1950, o couturier passou a incorporar às suas criações elementos escultóricos desenvolvidos pela artista, como joias e adornos metálicos moldados a partir do corpo humano por meio do processo de eletrogalvanização. O resultado, traduzido nas passarelas da maison ao longo das décadas seguintes, aparece aqui reinterpretado em uma produção que reforça o diálogo entre moda e escultura.
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Madonna foi uma das grandes atrações da noite, com todos os olhares voltados para seu look — acompanhado por cinco figuras femininas — de estética sombria e quase fantasmagórica. A produção faz referência à obra “The Temptation of St. Anthony”, de Leonora Carrington, pintada em 1945. Na releitura surrealista da artista, o santo aparece cercado por criaturas enigmáticas que parecem emergir do inconsciente, criando uma atmosfera onírica, entre o mistério e a fantasia — elementos que ecoam diretamente na composição apresentada no tapete.
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Já Gracie Abrams surgiu com uma delicadeza que remete diretamente à pintura “Retrato de Adele Bloch-Bauer”, de Gustav Klimt. Conhecida pelo uso exuberante do dourado e por seus padrões ornamentais, a obra é um dos ícones do período dourado do artista e traduz uma estética quase etérea, entre o retrato e a abstração. No tapete, essa referência aparece na leveza da composição e na riqueza de detalhes, evocando a mesma atmosfera sofisticada e envolvente que consagrou a pintura
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Hunter Schafer apareceu com um vestido Prada inspirado na obra “Retrato de Mada Primavesi”, de Gustav Klimt. Pintado em 1912, o retrato da jovem herdeira é marcado por uma estética leve e ornamental, com fundo vibrante e elementos decorativos que contrastam com a delicadeza da figura. No tapete, a referência surge na construção visual do look, que traduz essa mesma combinação mas com uma característica disruptiva tanto da identidade da Prada, quanto da personalidade de Hunter.
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2 / 2Veiled por Rafaelle Monti – Foto: Divulgação
Heidi Klum surgiu com um look super polemico que agradou uns e não a outros, deu o que falar pelo impacto visual, inspirada na obra de Rafaelli Monti. A referência aparece na construção da escultura de forma literal que aposta em presença cênica e um senso quase teatral de composição.
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Kim Kardashian surgiu com um look escultural assinado por Allen Jones, artista pop britânico conhecido por suas pinturas, esculturas e litografias. Premiado com o Prix des Jeunes Artistes na Bienal de Paris de 1963 e acadêmico sênior da Royal Academy of Arts, Jones construiu uma obra marcada pela relação entre corpo, forma e provocação visual. Sua estética também ganhou projeção no cinema, ao ter trabalhos associados à linguagem visual de Laranja Mecânica. No look, essa referência se traduz em uma construção escultural e impactante, reforçando o diálogo entre arte pop, corpo e espetáculo.
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Emma Chamberlain apostou em um vestido pintado à mão da Mugler, que rapidamente chamou atenção pela estética artística e pela riqueza de detalhes. A peça foi comparada por internautas ao “Noite estrelada” de Vincent van Gogh, especialmente pela paleta de cores profundas e pelo efeito de pinceladas que evocam movimento e intensidade. A produção transforma o look em uma espécie de tela viva. Ao mesmo tempo evoca uma estranheza com o styling e a beleza de Emma com seu cabelo platinado, tudo gerando uma composição tão sofisticada que ganhou o título do melhor look da noite.
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O look florido de Angela Bassett, assinado por Prabal Gurung, levou ao red carpet uma referência direta à obra “Girl in Pink”, da artista Laura Wheeler Waring
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Inspirado na Vênus de Milo, de Alexandre de Antioquia, o Thom Browne usado por Chase Infiniti foi bordado com mais de 1,5 milhão de lantejoulas.
























