Entre paradoxos, violências, identidade e potência criativa, estilistas brasileiras refletem sobre o que a experiência de ser mulher ensina dentro de um mercado ainda atravessado por desigualdades. Foto: Reprodução
O que uma mulher aprende ao construir uma marca, sustentar uma visão criativa e ocupar espaço no mercado da moda? As respostas reunidas aqui passam por camadas diferentes de experiência, mas se encontram em alguns pontos: resistência, autonomia, escuta, autoestima e disputa por espaço. Em um setor historicamente voltado para o feminino, mas ainda marcado por estruturas de poder masculinas, ser mulher segue significando negociar presença, afirmar identidade e transformar o próprio corpo, a roupa e a criação em linguagem.
Nas falas de designers mulheres, a moda aparece como campo de expressão, mas também de confronto. Há quem fale sobre liderança e intuição, quem aponte o paradoxo de um mercado feito para mulheres, mas ainda dirigido por homens, e quem lembre que existir, para muitas, já é um ato de resistência. Juntas, essas vozes ajudam a desenhar um retrato direto do que significa ser mulher na moda hoje. Confira
Marcia Kemp (Nannacay)

Sasha Meneghel (Mondepars)

Marina Bitu (Marina Bitu)

Luiza Mallmann (Ryzí)
“Toda mulher tem muitas facetas dentro de si, e o bom é conseguir representar cada um desses lados. Eu aprendo isso todos os dias: posso ser a mulher que estou me sentindo hoje.”
Monica Sampaio (Santa Resistência)

Nastacia Schatt (Charth)
“Quando a autoestima está alinhada com quem a mulher é, algo muda. A postura muda, o olhar muda, a presença muda. Não é sobre tendência, é sobre identidade.”
Heloisa Strobel (Reptilia)

Isa Silva (Acredite no seu axé)

Ana Luisa Fernandes (ALUF)

